Cada vez mais, pesquisadores têm se debruçado no desenvolvimento de softwares que simulam instrumentos musicais e prometem auxiliar no ensino de Música a distância. No curso a distância de licenciatura em Música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o primeiro do Brasil, dois programas já foram desenvolvidos: o teclado acompanhamento e o violão acompanhamento.
Único curso do tipo reconhecido pelo MEC, o curso está disponível para todos os estados do País e tem o objetivo de melhorar a qualidade do ensino musical nas escolas públicas. A graduação foi criada em 2008, com a coordenação das secretarias de Educação Básica e de Educação a Distância, e com o apoio e participação das secretarias de Educação Especial, Educação Superior e Ministério da Educação (MEC) e tem duração de quatro anos, sendo realizado totalmente pela internet.
Para isso, alguns softwares foram criados no Centro de Artes e Educação Física (CAEF) da UFRGS, parte da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica do MEC. O teclado acompanhamento ensina as sutilezas do instrumento musical por meio de um e-book, livro em formato digital que pode ser lido em equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs e alguns celulares.
Assim como no violão acompanhamento, o software ensina teoria e depois dá exercícios práticos, mostrando para o aluno como se dá a leitura de partitura e simulando o teclado com animação. Para o violão, outra animação mostra as diferentes cordas e como formar diversos acordes, além do passo a passo de algumas canções.
Apesar da distância, avaliação é presencial
Apesar da boa qualidade dos programas, a avaliação dos alunos ainda é um desafio e precisa ser feita de forma presencial e com acompanhamento de profissionais. “Ainda não se pensa em abandonar completamente a necessidade da experiência presencial no processo de ensino-aprendizagem instrumental; talvez até nunca se pense nisso. Mas acredita-se que o material aqui desenvolvido pode estimular a autonomia de estudo no aluno, o que é fundamental para um instrumentista”, explica Helena de Souza Nunes, coordenadora do CAEF da UFRGS.
Portanto, pelo menos uma vez por mês, os alunos de graduação a distância precisam ser avaliados presencialmente em algum dos 14 pólos da licenciatura de Música EAD, distribuídos pelo País. “Por enquanto, pelo menos, este e-book deve ser entendido unicamente como um facilitador para atendimentos presenciais mais esparsos que as tradicionais aulas semanais de instrumento musical”, conclui.
Apesar da boa qualidade dos programas, a avaliação dos alunos ainda é um desafio e precisa ser feita de forma presencial e com acompanhamento de profissionais. “Ainda não se pensa em abandonar completamente a necessidade da experiência presencial no processo de ensino-aprendizagem instrumental; talvez até nunca se pense nisso. Mas acredita-se que o material aqui desenvolvido pode estimular a autonomia de estudo no aluno, o que é fundamental para um instrumentista”, explica Helena de Souza Nunes, coordenadora do CAEF da UFRGS.
Portanto, pelo menos uma vez por mês, os alunos de graduação a distância precisam ser avaliados presencialmente em algum dos 14 pólos da licenciatura de Música EAD, distribuídos pelo País. “Por enquanto, pelo menos, este e-book deve ser entendido unicamente como um facilitador para atendimentos presenciais mais esparsos que as tradicionais aulas semanais de instrumento musical”, conclui.
Violinista busca criar avaliação online
Para resolver o desafio da avaliação virtual dos estudantes, o violonista Roberto Marcos Gomes de Onófrio projetou um curso totalmente online no ambiente Teleduc – recurso destinado à criação, participação e administração de cursos na web, desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) -, cujo conteúdo focou o ensino musical para estudantes de graduação, incluindo novas formas avaliativas.
Atualmente existem vários sites, vídeos e outros recursos disponíveis via internet para ensinar a tocar violão. Mas, de acordo com Onófrio, nenhuma das alternativas existentes contempla a mensuração do aprendizado do aluno. “Em qualquer uma das formas, não existe a possibilidade de se fazer uma pergunta ou resolver algum problema em tempo real”, diz.
Por isso, o violinista busca desenvolver uma proposta de ensino que ele chama de “estar junto virtual”. A ideia é apostar em um nível maior de interação entre aluno e professor. “O objetivo é promover a interação de forma mais eficiente, além de abordar de maneira mais abrangente o ensino de técnicas e de conteúdo teórico necessário para um bom aprendizado. Isto porque o ensino de música reserva desafios de se transpor em um cenário virtual”, explica.
Das categorias de ensino existentes atualmente, o pesquisador destaca a aprendizagem programa, também chamada de broadcast, na qual o conteúdo é disponibilizado de forma sequencial e impessoal, sendo proposto para todos os alunos, independentemente do conhecimento musical. Para ele, essa forma de aprendizado é pouco eficiente, pois não há interação, e não há como mensurar o quanto o aluno aprendeu.
A segunda categoria é a virtualização da sala de aula. “As aulas são passadas no mesmo formato e com os mesmos conteúdos das aulas presenciais, havendo apenas a mudança do ambiente físico para o virtual”, esclarece. Na tentativa de trazer outro modelo, o violinista trabalha para desenvolver um software que consiga, além de ensinar, medir o desenvolvimento dos estudantes.
Fonte: Terra